Motivação X Disciplina
Não é novidade
para ninguém o fato de que a vida é repleta de caminhos sinuosos. Eles nos
levam a vários patamares de pensamentos que, por sua vez, são divididos em duas
vertentes: as de cunho positivo e negativo. Neste contexto, a perspectiva
diante das adversidades é preponderante para moldar os pensamentos, inclusive a
persistência ou desistência em relação aos objetivos.
As grandes
conquistas que os principais líderes da humanidade tiveram sempre requisitaram
disciplina e foco. Diferente da motivação, estas qualidades tornam o ser humano
inabalável, detentor de resiliência e de uma perseverança ferrenha e indestrutível.
Nem sempre a motivação consegue manter a
pessoa firme durante todo o tempo necessário para atingir um objetivo, pois o
fator primordial que a mantém em pé é a força de vontade. Quando esta se vai, a
motivação sai de cena instantaneamente, ao passo que a verdadeira disciplina
mantém-se com ou sem a presença da vontade.
Quem depende
da motivação para executar uma atividade complexa corre sério risco de desistir
no meio do caminho, pois ao se deparar com as adversidades, será instigado a
canalizar seus pensamentos e energia somente para os problemas. É exatamente aí
que mora o perigo, pois tais pensamentos favorecem ao surgimento de crenças
limitantes e consequentemente a vontade de desistir daquilo que se predispôs a
fazer. Alguns estudos científicos sugerem que o cérebro humano procura a todo o
momento evitar gastos de energia, por isso é tão comum que as pessoas tenham
medo de correr riscos e gostem de estar na famosa zona de conforto.
A motivação
pode ser equiparada ao turbo dos carros de corrida; começa-se com um impulso forte
que acelera o carro de um modo impressionante no começo, mas aos poucos a velocidade
perde força e retorna ao estado original. Quem consegue aproveitar este impulso
inicial de modo estratégico consegue extrair bons resultados, ao contrário de
quem a possui como único recurso. É no momento em que a motivação está em seu
auge que é necessário a disciplina se fazer presente (este é o segredo)!
A disciplina
consiste em um entendimento racional e profundo sobre a necessidade de realizar
o que se predispôs a fazer, ainda que isto custe um alto preço. Para uma pessoa
disciplinada, os obstáculos do dia a dia não são impeditivos para executar as
tarefas necessárias para se atingir um fim. Os pilares básicos da disciplina
são a consistência, paciência e resiliência.
Os detentores
da disciplina não são imunes ao medo. Eles, como qualquer outra pessoa, estão
sujeitos à falhas, rejeição e fracassos, no entanto, o que os tornam diferentes
é a aceitação da imperfeição da vida. Quando há este entendimento, o medo e a
dor passam a ser apenas acessórios que fazem parte do “pacote existencial” que
adquirimos ao nascer, que por sua vez nos acompanhará para o resto da vida,
independentemente do que fizermos.
A disciplina
está ao alcance de todos. Para que ela exista, é necessário haver uma clara
definição de propósito aliada à força do hábito. É natural que inicialmente
haja uma resistência e até mesmo um desânimo acompanhado de procrastinação, por
isso é importante existir um diálogo interno com seu próprio “Eu”, acompanhado de
uma reflexão profunda sobre a importância em realizar as atividades que foram
propostas. Por isso, é importante ter o entendimento de que toda mudança
externa começa pela interna.
Texto autoral de Maycon de Souza
Texto autoral de Maycon de Souza
Comentários
Postar um comentário