Dinheiro: vilão ou aliado?
Desde os primórdios, o ser humano entende que a cooperação mútua entre os seus iguais é a principal forma para garantir a sobrevivência da espécie. É com base nesse princípio que ele foi capaz de vencer as inúmeras adversidades que se apresentaram ao longo dos seus milhares de anos de existência.
Com o passar do tempo e à medida em que a evolução ocorria, a cooperação passou a ter uma conotação monetária, de modo a ser tangível através da figura do dinheiro. Este, por sua vez, tem como objetivo quantificar e tornar formal aquela relação de troca que existia anteriormente. Essa relação é hoje chamada de livre mercado, e vem cada vez mais se tornando prática e acessível a todos, tanto para quem quer vender como para quem quer comprar um produto ou serviço.
O ser humano possui várias necessidades, cada uma em níveis diferentes de prioridade, como propõe a pirâmide de Maslow. Em primeiro lugar vêm as necessidades básicas, seguidas das de segurança, relacionamento, estima e realização pessoal. Em todas elas o dinheiro se faz necessário, por isso, cada vez mais se fala no conceito de finanças pessoais como uma garantia, uma ferramenta essencial para que as necessidades do indivíduo estejam protegidas diante dos obstáculos e imprevistos que eles estão sujeitos a enfrentar.
Fazer gestão de suas próprias finanças é algo extremamente fundamental, mas lamentavelmente não é ensinado nas escolas, somente em alguns cursos universitários atrelados às ciências econômicas. Tal fato ajuda a explicar a razão de haver milhares de jovens endividados que não têm a menor noção de como administrar o seu próprio dinheiro. Por essas e por outras que esse assunto ganha cada vez mais força nas rodas de conversa e na produção informal de conteúdos voltados a essa temática.
Outro fator relevante para o desleixo acerca das finanças pessoais é a cultura da demonização do dinheiro. Desde pequenos, nos é imposto que ele não traz felicidade, que é coisa de gente exploradora, gananciosa e sem coração, que quando se tem dinheiro, só pessoas interesseiras se aproximam da gente, etc. Quando nos tornamos adultos, entendemos que apesar de existir um fundo de verdade nessas afirmações, não é bem assim que as coisas funcionam. As pessoas são dotadas de individualidade e personalidade única, portanto, generalizar e colocar todas no mesmo balde é uma insanidade sem precedentes. Ainda que existam pessoas que façam mal uso do dinheiro, é um direito delas em fazê-lo, desde que não force ninguém a fazer o que não desejam.
Um livro que trata essa temática de modo simples e direta é “Os segredos da mente milionária”, do autor T. Harv Eker. Nele é abordado diversas maneiras de como transformar o dinheiro em um aliado, não um vilão, como muitos fazem questão de caracterizá-lo. Antes de modificar uma realidade ruim em que se está inserido, é necessário que haja uma mudança de pensamento em relação aquilo que o incomoda, e isso é abordado brilhantemente pelo autor.
Cada escolha gera uma consequência, por isso, se a sua for tratar o dinheiro como uma ferramenta capaz de te proporcionar segurança e liberdade, assim ele será. Para que isso ocorra, é necessário administrá-lo de modo consciente, pois do contrário, você será só mais um refém dele. O que de fato é um vilão na vida das pessoas não é o dinheiro em si, mas sim a sua escassez. Para que ele não falte, é necessário saber fazer bom uso no que tange o consumo, para que assim, seja possível poupá-lo e, por que não, multiplicá-lo.
Texto autoral de Maycon de Souza
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