O método da dúvida e o sentimento anti-empirista


        A idade moderna foi um período turbulento na história, responsável por várias transformações culturais no ocidente. A partir deste marco, surgiram vários pensadores que trouxeram uma perspectiva crítica acerca dos fatos que abarcavam a época, sobretudo, as relações sociais e a ciência. 

        “Penso, logo existo”, essa é a famosa máxima do filósofo francês René Descartes, considerado o primeiro racionalista moderno. Ele também era físico e matemático, e essas formações foram preponderantes para que sua visão sobre os fatos fosse pautada pela lógica e a necessidade de uma comprovação matemática daquilo que ele se comprometia a analisar.

        Descartes, como qualquer pensador alinhado com a busca pela verdade, se recusava a acreditar em qualquer argumento que não dispusesse de elementos capazes de provar a sua veracidade. Para tanto, compreendia que somente a incerteza sobre algo não era o suficiente para manter uma posição cética sobre o objeto avaliado, era preciso trazer alegações capazes de combater ou provar aquilo que se discutia.

        Com base na racionalidade, ele criou o método da dúvida (ou cartesiano), que, por sua vez, é composto por quatro partes:

1º: Nunca aceite nada como verdadeiro, a menos que você tenha plena certeza;

2º: Se for analisar o problema do qual você duvida, faça divisão em micro partes;

3º: Comece pelo mais simples e vá caminhando para o mais complexo;

4º: Faça uma revisão de tudo que viu para identificar se há alguma dúvida ou se não há nada faltando.


       Tal método visa dissecar todos os pormenores de uma situação, de modo que a certeza se apresente como única alternativa viável, fazendo assim com que a verdade prevaleça acima de qualquer suspeita.

        É inegável que Descartes contribuiu significativamente para que o mundo moderno se desenvolvesse nas mais variadas esferas do pensamento. Até hoje seu método é utilizado como uma importante ferramenta de análise, proporcionando uma grande assertividade na sua aplicação.

        E você, conhecia esse método? 

Texto autoral de Maycon de Souza


Comentários

Mais visitadas

A importância de saber aonde se quer chegar

Mobilismo x Imobilismo: Quem tem razão, Heráclito ou Parmênides?

Uma Abordagem Transcendental do Conhecimento